Folha de Eunápolis

A força do cacau brasileiro está na floresta, não na derrubada

O Brasil costuma falar em economia verde como promessa futura. O projeto lançado em Ilhéus transforma essa promessa em prática concreta — e coloca a cacauicultura no centro dessa mudança.

A aposta é clara: fortalecer a cabruca como modelo produtivo. E essa escolha é acertada. A Mata Atlântica já perdeu grande parte de sua cobertura original. Continuar produzindo como no passado — com desmatamento e simplificação ambiental — não é apenas irresponsável, é economicamente burro.

Os números do projeto impressionam: aumento de produtividade, elevação de renda e inserção em mercados de maior valor agregado. Isso acontece porque o mercado global já não aceita produtos desvinculados de práticas sustentáveis.

Críticos podem dizer que iniciativas assim dependem de financiamento externo e não se sustentam sozinhas. Mas essa visão ignora uma transformação estrutural: cadeias produtivas globais estão exigindo rastreabilidade, certificação e responsabilidade ambiental. O uso de blockchain no projeto, por exemplo, não é luxo tecnológico — é exigência de mercado.

A economia verde não é ideologia. É adaptação. Quem não entender isso ficará para trás.

Por Redação

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